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Sua empresa está desenvolvendo as competências certas?

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Nem toda lacuna de competência aparece no currículo

O RH pode investir em treinamentos, programas de desenvolvimento e novas trilhas de aprendizagem e, ainda assim, não resolver os problemas que realmente afetam o negócio.

Isso acontece quando as competências são escolhidas a partir do que parece importante, e não do que as pessoas precisam fazer melhor para alcançar os objetivos da empresa.

Antes de definir um novo treinamento, vale uma pergunta: qual comportamento precisa mudar para que determinado resultado aconteça?

O negócio deve orientar o desenvolvimento

Imagine uma empresa que precisa melhorar a relação com clientes, mas concentra seus esforços em cursos técnicos. O conhecimento pode aumentar, mas o problema continuará se a equipe não souber ouvir, fazer perguntas, lidar com conversas difíceis ou compreender melhor as necessidades do cliente.

O desenvolvimento precisa partir dos desafios reais da organização. Para isso, RH e liderança precisam conversar sobre os resultados esperados e identificar quais comportamentos estão facilitando ou dificultando esse caminho.

Essa aproximação evita que o desenvolvimento se transforme em uma agenda desconectada das prioridades do negócio.

Competência não é apenas conhecimento

Saber o que fazer não significa necessariamente conseguir fazer. Uma pessoa pode conhecer uma técnica de feedback e ainda evitar conversas difíceis. Um gestor pode entender a importância da delegação e continuar centralizando decisões.

É nesse espaço entre conhecimento e comportamento que muitos programas de desenvolvimento perdem força.

Competências são fortalecidas quando existe oportunidade para praticar, receber orientação, refletir sobre os resultados e ajustar a maneira de agir.

A liderança precisa participar do processo

Nenhum programa de desenvolvimento se sustenta quando o gestor direto não acompanha aquilo que está sendo trabalhado.

Se a empresa quer desenvolver líderes mais preparados para conversas difíceis, por exemplo, não basta oferecer um treinamento. É necessário criar espaço para que essas conversas aconteçam, acompanhar os gestores e discutir situações reais do cotidiano.

A liderança transforma o aprendizado em prática. Por isso, seu envolvimento precisa começar antes do treinamento e continuar depois dele.

RH e negócio precisam olhar para o mesmo problema

Uma das contribuições mais estratégicas do RH é ajudar a empresa a identificar quais capacidades precisam ser desenvolvidas para alcançar seus objetivos.

Isso exige proximidade com as áreas de negócio. O RH precisa entender onde estão os obstáculos, ouvir quem está na operação e traduzir essas necessidades em ações de desenvolvimento.

Quando essa conexão existe, o investimento em pessoas deixa de ser avaliado apenas pela quantidade de treinamentos realizados e passa a ser observado pela mudança que produz no trabalho.

Desenvolvimento precisa aparecer no comportamento

Na Sandler, o desenvolvimento está diretamente ligado à mudança de comportamento. Aprender uma técnica é apenas uma parte do processo. O verdadeiro desafio está em aplicá la de maneira consistente nas situações que fazem parte da rotina.

Por isso, programas de desenvolvimento precisam criar espaço para prática, acompanhamento e aprendizado contínuo.

No fim, a pergunta mais importante para o RH não é quantas pessoas participaram de um treinamento. É outra: quais comportamentos precisam mudar para que a empresa chegue onde pretende?

Quando essa resposta orienta o desenvolvimento, pessoas, liderança e negócio passam a caminhar na mesma direção.